Nas asas do falcão
Nas asas do falcão voei bem alto
Em busca dum amor que não sentia
Meu coração saltou em sobressalto
Quando no alto o teu amor sorria
Nas asas do Falcão fiquei voando
Na plenitude desse imenso céu
E sinto o teu olhar tão puro e brando
Olhando e desbravando o peito meu
Nas asas do Falcão eu vou voar
Naquele imenso dia de luar,
Tão cheio de prazer e de alegria
E nesse voo puro e singular
Que no meu peito sempre irei guardar,
Tu hás-de vir voar comigo um dia!
Jose Sepúlveda
Meigo
olhar
Ao ver o
teu olhar tão puro e manso
Olhando
o meu olhar com tal brandura,
Eu olho
para ti e não me canso
De olhar
a tua imensa formosura
E busco
em meu jardim a linda flor
Na
esperança de algum dia te encontrar
E ao
procurar eu sinto o imenso amor
Que só consigo
ver no teu olhar
E se
algum dia no raiar da aurora
Tu vires
que chegou a aquela hora
Que
enche os corações de luz e cor
No teu
olhar sereno, puro e manso
Hás-de
encontrar por fim paz e descanso,
Sei lá,
viver pra sempre um grande amor
José
Sepúlveda
Feliz Aniversário, Luís
Já vão quarenta anos... Nem parece
Que o tempo se passou com tanta pressa
O certo, é que o fervor da nossa prece
Gerou um belo fruto bem depressa
E agora que esta vida desvanece
E o tempo que passou já não regressa
Não peças a esse tempo que regresse
Que a cada instante a vida recomeça
E pensa no alvor da tua vida;
Que possas resguardar-te na corrida
E vivas os teus dias sem assombro
E mesmo que haja pedras no caminho,
Não quero que te encontres mais sozinho
Mas sintas minha mão sobre o teu ombro
José Sepúlveda
Sonho
As pétalas caiam uma a uma
No teu formoso peito, minha amada...
E deleitado frente ao mar de espuma,
Perdido nos teus braços, te beijava
Cruzamos nosso olhar em meio a bruma
Silenciosos... Alma apaixonada?
Não há na vida nada que consuma
O amor que o nosso peito alimentava
E ali permanecemos tempo infindo
Envoltos nesse enleio, construindo
O nosso amor profundo, a nossa mente...
Cruzámos nosso olhar e num momento
Ali fomos vencidos pelo tempo
Que se extinguiu veloz a nossa frente
As pétalas caiam uma a uma
No teu formoso peito, minha amada...
E deleitado frente ao mar de espuma,
Perdido nos teus braços, te beijava
Cruzamos nosso olhar em meio a bruma
Silenciosos... Alma apaixonada?
Não há na vida nada que consuma
O amor que o nosso peito alimentava
E ali permanecemos tempo infindo
Envoltos nesse enleio, construindo
O nosso amor profundo, a nossa mente...
Cruzámos nosso olhar e num momento
Ali fomos vencidos pelo tempo
Que se extinguiu veloz a nossa frente
José Sepúlveda
Encontro
Ouviste-me
chamar… e de repente
Buscaste-me na
cama, tensa, fria…
Tentaste
penetrar na minha mente
E descobrir
porquês dessa ousadia…
Eu era o teu
amado, à tua frente,
Que te sorria,
cheio de euforia,,,
E via-me
sorrindo de contente
À espera do
carinho que eu queria
E, num momento
intenso de ilusão,
Soprou no meu,
no nosso coração,
O vento do
amor, minha guarida!
E ao ver te
mergulhada nos meus braços
Deixei meus
pensamentos vãos, devassos,
E amei-te
ardentemente, Amy querida!
José Sepúlveda
Deixa-me
ouvir
Deixa-me
ouvir a tua voz suave,
Rasgar
o céu em doce melopeia,
Abrir
teu coração para que grave
O
mavioso som na lua cheia
Que
o grito do silêncio não apague
O
fogo intenso e forte que encandeia
Os
nossos corações mas neles guarde
O
brilho desse olhar que me incendeia
Quem
sabe se ao raiar da nova aurora
A
bruma e a tristeza vão embora
E
todo o sofrimento que em ti vive
Se
apaguem nessa noite de luar,
E
num abraço, puro e singular,
Tu
possas, meu amor, sentir-te livre!
José
Sepúlveda
Fénix
Perdi-me nos teus olhos… E o
destino
Teus olhos me levou p’ra o fim do mundo
E vagueei na terra, peregrino
Como se fora um pobre vagabundo
E todos os meus sonhos de menino
Se dissiparam nesse vale profundo.
Fiquei á vaguear só e sem tino
Buscando a luz num túnel sem ter fundo
E, quando em desespero, sem esp’rança,
Quis pôr um fim a esta má lembrança,
Lançando ao esquecimento toda a dor,
Das cinzas ressurgia nova vida,
Contigo… Tu voltaste, linda amiga,
Trazendo nova força ao nosso amor!
José Sepúlveda
Teus olhos me levou p’ra o fim do mundo
E vagueei na terra, peregrino
Como se fora um pobre vagabundo
E todos os meus sonhos de menino
Se dissiparam nesse vale profundo.
Fiquei á vaguear só e sem tino
Buscando a luz num túnel sem ter fundo
E, quando em desespero, sem esp’rança,
Quis pôr um fim a esta má lembrança,
Lançando ao esquecimento toda a dor,
Das cinzas ressurgia nova vida,
Contigo… Tu voltaste, linda amiga,
Trazendo nova força ao nosso amor!
José Sepúlveda
De manhã
Despertei de manhãzinha
Ao canto de um passarinho
E foi p’ra ti, queridinha
O meu amor e carinho
Ao ver os prados, os montes,
Essas belezas sem fim,
Meus olhos são duas fontes
Porque estás longe de mim
Fecho os olhos. De repente,
Tento no céu encontrar
Esse sorriso silente
Que cintila em teu olhar
Vem para mim, vem depressa
E rejeita o despudor
De tudo o que se atravessa,
Afontando o nosso amor
José Sepúlveda
Encanto de minha alma, em cada instante
Tu nasces e renasces no meu peito,
Tu és a minha amada, eterna amante
E, envolto nos teus braços, me deleito
Ai, doce companheira, doravante,
Proclamarei o amor e o respeito
Que sinto por te amar e nesse canto
Serás no meu jardim o amor-perfeito
Vem, dá-me o teu abraço, o teu carinho,,
Ensina-me a trilhar esse caminho
Que um dia prometemos caminhar,
Quando surgirem pedras de tropeço,
Galgá-las-emos sempre, a qualquer preço,
Sorrindo, de mãos dadas, a cantar!
José Sepúlveda
Olhava para mim apaixonada
E passeava à volta, em meu jardim,
Tentava desvendar o o que encontrava
Nas coisas que guardava para mim
E enquanto em meus segredos mergulhava
Tentando descobrir coisas assim,
Num tom apreensivo, perguntava:
- Que levas no regaço, querubim?
E nesse turbilhão de pensamentos,
Tentando controlar os sentimentos
Que possam dar tormentos, trazer dor,
Tentando aliviar a sofridão,
Abri de par em par o coração,
Mostrando-lhe: São rosas, meu amor!
José Sepúlveda
José Sepúlveda
SESSENTA ROSAS
Parabéns, Amy
Dine
Sessenta
rosas, doces primaveras
Vividas desde
o tempo de menina
São
rosas simples, sonhos e quimeras
Que vão
passando. Vida peregrina!
Sessenta
beijos numa eterna espera
De ser feliz.
A vida nos ensina
Que o mundo
gira, gira nesta esfera
De sonhos, de
ventura em cada esquina
Sessenta
abraços, gritos de meu peito,
Que busca em
teu olhar puro, perfeito,
O amor e o
carinho que há em ti
São rosas que
me trazem a alegria
Por ter-te
como minha companhia
Sentindo,
amor, que a vida nos sorri!
José Sepúlveda
Amie
Amie
A minha vida é feita de incerteza
M as quando a vejo fria, vã, desnuda,
I nclino-me p’ra ti com singeleza
E a ti, Anita, eu vou pedir ajuda
A h! Como é bom conhecer
N o rosto de uma mulher
A verdade que seduz
M aria! Como se fosse
A quela que nos deu luz!
R elembra o nome da doce
I maculada que trouxe
A salvação em Jesus
José Sepúlveda
José Sepúlveda
PRINCESA
Princesa, que do alto do Castelo
Me acenas com teu lenço de cetim,
Vem dar-me o teu sorriso doce e belo
E os teus lábios, tudo para mim
Se afago os teus cabelos, quanto anelo
Eu sinto no meu peito em frenesim
Mergulho nos teus olhos, num apelo
De intenso amor, por te querer assim
Ao ver o teu olhar a todo o instante,
Eu deixo de ser eu. Sou teu amante
Que busca o teu abraço, na certeza
Que deste meu palácio de ilusão
Resgatarei enfim teu coração
E tu serás meu grande amor, princesa
José Sepúlveda
Princesa, que do alto do Castelo
Me acenas com teu lenço de cetim,
Vem dar-me o teu sorriso doce e belo
E os teus lábios, tudo para mim
Se afago os teus cabelos, quanto anelo
Eu sinto no meu peito em frenesim
Mergulho nos teus olhos, num apelo
De intenso amor, por te querer assim
Ao ver o teu olhar a todo o instante,
Eu deixo de ser eu. Sou teu amante
Que busca o teu abraço, na certeza
Que deste meu palácio de ilusão
Resgatarei enfim teu coração
E tu serás meu grande amor, princesa
José Sepúlveda
PÉTALAS VERMELHAS
As rosas, lindas
rosas, meu amor
São pétalas
vermelhas que espalhei
Na tua cama, em tudo
ao teu redor
Co’as rosas mais
formosas que encontrei
Inala pois o seu
intenso olor,
Descobre nelas tudo
o que eu não sei
Dizer-te por
palavras, o fervor
Com que te amo e
sempre te amarei
E um dia, ao
recordares este dia
Envolta nessas
rosas, que a alegria
Eu possa ver brilhar
no teu olhar
Que eu sei que as rubras pétalas dirão
Como é feliz e grato o coração
Que envolto nessas rosas te vou dar
José Sepúlveda
No Teu Jardim
Um dia, passeando em teu jardim,
Eu mergulhei, amor, num sonho lindo…
Olhei-te quando olhavas para mim
E, ao ver o teu olhar, olhei, sorrindo…
E, nesse enleio que não via o fim,
Meu coração ficou feliz, sentindo
Que o nosso amor crescia. Agora, sim,
Podíamos viver um sonho infindo…
Que bom sentir-te dentro do meu peito
Neste caminho puro, são, perfeito,
E ver-te junto a mim, sempre, presente…
E peço a Deus, em canto de louvor,
Que venha abençoar o nosso amor
E possa ter-te sempre, eternamente!
José Sepúlveda
LOUCA PAIXÃO
Há junto a mim uma menina linda
que sempre me enternece o coração
e, quase em fim de tempo, eu posso ainda
viver bem junto a si longa paixão
Por mais que ela me escuse em cada instante
e tente por em causa a relação
eu serei sempre o seu eterno amante
senhor do seu amor, dessa afeição
E se algum dia, no raiar da aurora
a minha musa pensar ir embora
deixando-me a cantar meu triste fado
Eu partirei, loucura , em seu encalço
pois não ouso pensar que seja falso
o seu amor tão belo e dedicado.
José Sepúlveda
Há junto a mim uma menina linda
que sempre me enternece o coração
e, quase em fim de tempo, eu posso ainda
viver bem junto a si longa paixão
Por mais que ela me escuse em cada instante
e tente por em causa a relação
eu serei sempre o seu eterno amante
senhor do seu amor, dessa afeição
E se algum dia, no raiar da aurora
a minha musa pensar ir embora
deixando-me a cantar meu triste fado
Eu partirei, loucura , em seu encalço
pois não ouso pensar que seja falso
o seu amor tão belo e dedicado.
José Sepúlveda
VEM
Vem,
dá-me um longo abraço, meu amor...
vem abraçar as garças, as gaivotas,
voando, esvoaçando em derredor
com mil trinados loucos, delirantes,
e em seus bailados ébrios, incessantes
banhar-nos de carinho, de fulgor...
Vem...
dá-me um longo abraço, meu amor,
vem ver no mal o sol que declina
em mananciais de estrias e se anima
beijando as águas frias do seu mar
naquele abraço cheio de magia!
Vem...
dá-me um longo abraço, meu amor,
vem dar-me o teu abraço à luz da lua
que faz brilhar meu rosto, teu olhar,
vai-te despindo até que fiques nua
e sinta o corpo teu a me abraçar...
Depois, entrelaçados, sobre a areia,
sem medos, sem temer a maré cheia,
amemo-nos e diz p'ra mim: sou tua
E nesse sonho lindo, por te amar,
te peço, meu amor,
vem-me abraçar!!!
José Sepúlveda
ABRAÇO
Deixa-me ficar contigo, amor,
enlaçar-me no teu peito
e adormecer , sorrindo,
sem tempo nem espaço...
e me deleito
sentindo o teu calor,
o teu abraço,
eterno,
infindo...
Deixa dissolver-me
em teu regaço
e esvair-me no teu corpo lindo,
sorrindo,
sem cansaço!!!
José Sepúlveda
TERNURA
De manhã, ao despertar,
De quando em quando,
Abro os olhos com desmando
Para ver teus lindos olhos
Me olhando, me olhando…
E se cedo, muito cedo,
Qualquer sonho me desperta,
Eu corro com afã,
De mente aberta,
Buscando o teu sorriso,
O teu calor,
Que me seduz,
Buscando com fervor
A tua luz,
Que só traduz amor.
O teu sorriso aberto,
Semi-encoberto
Entre os lençóis,
Vai, desperto, penetrando
Lento, lentamente,
No meu pensamento,
Na minha mente.
E quando dou por mim,
Caio perdido,
Entrelaçado
Na ternura
Dos teus braços…
Que loucura, amor!
E o meu corpo, a mente, a voz,
Já não estão sós,
Que alegria,
Que afinal
Eu e tu somos nós,
Ana Maria!
José Sepúlveda

PAPOULA
Papoula que nasceste no meu peito
Fazendo reviver um grande amor,
Vem dar-me o teu abraço e ao teu jeito
Vem mitigar um pouco a minha dor.
Eu quero ver em ti o amor perfeito
Que em sonhos respondeu ao meu clamor
E envolto neste sonho me deleito
Sentindo em pensamento o teu calor.
Se olho com ternura o teu olhar
Eu sinto o teu sorriso, o teu cantar
E vejo iluminada a minha vida
E neste enleio, força de viver,
Eu vivo fascinado p’la mulher
E morro de paixão por ti, querida.
dá-me um longo abraço, meu amor...
vem abraçar as garças, as gaivotas,
voando, esvoaçando em derredor
com mil trinados loucos, delirantes,
e em seus bailados ébrios, incessantes
banhar-nos de carinho, de fulgor...
Vem...
dá-me um longo abraço, meu amor,
vem ver no mal o sol que declina
em mananciais de estrias e se anima
beijando as águas frias do seu mar
naquele abraço cheio de magia!
Vem...
dá-me um longo abraço, meu amor,
vem dar-me o teu abraço à luz da lua
que faz brilhar meu rosto, teu olhar,
vai-te despindo até que fiques nua
e sinta o corpo teu a me abraçar...
Depois, entrelaçados, sobre a areia,
sem medos, sem temer a maré cheia,
amemo-nos e diz p'ra mim: sou tua
E nesse sonho lindo, por te amar,
te peço, meu amor,
vem-me abraçar!!!
José Sepúlveda
ABRAÇO
Deixa-me ficar contigo, amor,
enlaçar-me no teu peito
e adormecer , sorrindo,
sem tempo nem espaço...
e me deleito
sentindo o teu calor,
o teu abraço,
eterno,
infindo...
Deixa dissolver-me
em teu regaço
e esvair-me no teu corpo lindo,
sorrindo,
sem cansaço!!!
José Sepúlveda
SONHO
Sonhei
contigo… e vi-te entre as estrelas
Lançando
todo o brilho que há em ti
E entre
os mananciais de estrelas belas
Tu eras
a mais bela que lá vi
E
percorri caminhos e ruelas…
E,
olhando essa estrelita, pressenti
Que
estrelas são pinturas , aguarelas,
Só tu és
sentimento, frenesi…
Desfiz-me
em pó de estrelas… Descobri
Que
nessa estrela bela me fundi
P’ra dar
mais luz e vida… que emoção!
Foi quando
despertei… Essa magia
Me
trouxe muita paz, muita alegria
Num belo
sonho, um hino à ilusão
Teus Olhos
Que belos são teus olhos cintilando
No espectro de minha alma apaixonada...
Olhando o teu olhar, de vez em quando
Eu sinto essa paixão acorrentada.
Às vezes te desejo... e com desmando,
Procuro-te na longa madrugada
E, enquanto te procuro, vou pensando:
- Será nossa paixão desencontrada?
Ao resguardar bem dentro de meu peito
O teu olhar sereno, são, perfeito,
Eu caio num clamor, um brado aos céus...
E logo chega a paz, tanta alegria
E olho-te com terna simpatia
Sentindo que teus olhos já são meus!
José Sepúlveda
Que belos são teus olhos cintilando
No espectro de minha alma apaixonada...
Olhando o teu olhar, de vez em quando
Eu sinto essa paixão acorrentada.
Às vezes te desejo... e com desmando,
Procuro-te na longa madrugada
E, enquanto te procuro, vou pensando:
- Será nossa paixão desencontrada?
Ao resguardar bem dentro de meu peito
O teu olhar sereno, são, perfeito,
Eu caio num clamor, um brado aos céus...
E logo chega a paz, tanta alegria
E olho-te com terna simpatia
Sentindo que teus olhos já são meus!
José Sepúlveda
ROSAS
Aqui te envio rosas, minha amada…
São rosas que eu espalho à tua frente
Para que possa ter-te bem presente,
Bem perto de minha alma apaixonada…
E quando, pela alta madrugada,
Tu fazes parte do meu corpo e mente
Me sinto como vão delinquente
Vagueando tão sozinho nessa estrada
São rosas de toucar que eu algum dia,
Seguindo para alem da fantasia,
Hei-de entregar-te em suave amanhecer…
E quando as minhas rosas te entregar
Descobrirei, por fim, como encontrar,
De novo essa alegria de viver
José Sepúlveda

Não pares no tempo,
O tempo não dorme,
Ó vento,
Não sejas mauzão…
José Sepúlveda
QUISERA
Há duas coisas que, paciente, espero
Da minha deusa em forma de mulher.
Primeira: estar bem certo que eu a quero;
Segunda: estar bem certo que me quer.
Depois, ver-me embalar num peito aberto
Nada encoberto e, sem me aperceber,
Ver-me abraçado em frenesim liberto,
Corpo com corpo, ardendo sem arder.
E ver sonho ancestral concretizar-se:
Dois seres num só ser, prontos a dar-se
E um fruto desse puro amor nascer.
Ver de seu ventre, em choros aflitos,
Surgir loiro rebento, em altos gritos,
Nessa aventura louca de viver!
José Sepúlveda
Aqui te envio rosas, minha amada…
São rosas que eu espalho à tua frente
Para que possa ter-te bem presente,
Bem perto de minha alma apaixonada…
E quando, pela alta madrugada,
Tu fazes parte do meu corpo e mente
Me sinto como vão delinquente
Vagueando tão sozinho nessa estrada
São rosas de toucar que eu algum dia,
Seguindo para alem da fantasia,
Hei-de entregar-te em suave amanhecer…
E quando as minhas rosas te entregar
Descobrirei, por fim, como encontrar,
De novo essa alegria de viver
José Sepúlveda

Vento,
Se vires aí
A minha menina
Diz-lhe que a vida triste
Que espezinha o pensamento
Não existe,
São coisas de momento,
E ilusão…
E, como o sentimento,
É uma bola de sabão
Que em dado momento
Se solta a ti, vento,
E estoira na mão…
Blaaaammm!...
Diz-lhe que não sofra,
Não!
Diz-lhe que o tempo
Transforma o momento
Em ocasião…
E conta-lhe,
Ó vento,
Que o seu olhar tão lindo
Vai sair sorrindo
Com paixão…
Dê tempo
Ao tempo,
Ó vento,
E que essa tortura
Que traz amargura
Se transforme
Em sentimento
De ternura
Enooorrrrme
E encha de candura
O seu coração...
A minha menina
Diz-lhe que a vida triste
Que espezinha o pensamento
Não existe,
São coisas de momento,
E ilusão…
E, como o sentimento,
É uma bola de sabão
Que em dado momento
Se solta a ti, vento,
E estoira na mão…
Blaaaammm!...
Diz-lhe que não sofra,
Não!
Diz-lhe que o tempo
Transforma o momento
Em ocasião…
E conta-lhe,
Ó vento,
Que o seu olhar tão lindo
Vai sair sorrindo
Com paixão…
Dê tempo
Ao tempo,
Ó vento,
E que essa tortura
Que traz amargura
Se transforme
Em sentimento
De ternura
Enooorrrrme
E encha de candura
O seu coração...
Não pares no tempo,
O tempo não dorme,
Ó vento,
Não sejas mauzão…
José Sepúlveda
QUISERA
Há duas coisas que, paciente, espero
Da minha deusa em forma de mulher.
Primeira: estar bem certo que eu a quero;
Segunda: estar bem certo que me quer.
Depois, ver-me embalar num peito aberto
Nada encoberto e, sem me aperceber,
Ver-me abraçado em frenesim liberto,
Corpo com corpo, ardendo sem arder.
E ver sonho ancestral concretizar-se:
Dois seres num só ser, prontos a dar-se
E um fruto desse puro amor nascer.
Ver de seu ventre, em choros aflitos,
Surgir loiro rebento, em altos gritos,
Nessa aventura louca de viver!
José Sepúlveda
De manhã, ao despertar,
De quando em quando,
Abro os olhos com desmando
Para ver teus lindos olhos
Me olhando, me olhando…
E se cedo, muito cedo,
Qualquer sonho me desperta,
Eu corro com afã,
De mente aberta,
Buscando o teu sorriso,
O teu calor,
Que me seduz,
Buscando com fervor
A tua luz,
Que só traduz amor.
O teu sorriso aberto,
Semi-encoberto
Entre os lençóis,
Vai, desperto, penetrando
Lento, lentamente,
No meu pensamento,
Na minha mente.
E quando dou por mim,
Caio perdido,
Entrelaçado
Na ternura
Dos teus braços…
Que loucura, amor!
E o meu corpo, a mente, a voz,
Já não estão sós,
Que alegria,
Que afinal
Eu e tu somos nós,
Ana Maria!
José Sepúlveda

PAPOULA
Papoula que nasceste no meu peito
Fazendo reviver um grande amor,
Vem dar-me o teu abraço e ao teu jeito
Vem mitigar um pouco a minha dor.
Eu quero ver em ti o amor perfeito
Que em sonhos respondeu ao meu clamor
E envolto neste sonho me deleito
Sentindo em pensamento o teu calor.
Se olho com ternura o teu olhar
Eu sinto o teu sorriso, o teu cantar
E vejo iluminada a minha vida
E neste enleio, força de viver,
Eu vivo fascinado p’la mulher
E morro de paixão por ti, querida.
ESPERANÇA
Que ventania, amor, é forte o vento
Que sopra impiedoso sobre o mar,
Varrendo num instante o pensamento
De dias tão felizes a cantar.
Olhando para trás, num só momento
Vivido na esperança de te amar,
Ficou cá dentro um triste sentimento
De frustração e medo a torturar.
Agora, quando olho em teu olhar,
Procuro nos teus olhos encontrar
Os dias de bonança, o teu calor…
Vestido de esperança, hei-de ficar
Na ânsia de ainda um dia despertar
Teu coração para este imenso amor…
José Sepúlveda
AMY
Este poema lindo que te escrevo
Pela manhã, em suave alvorecer,
É para nós um íntimo segredo
Que a vida nos ensina a reviver.
Amar a noite, o dia, o triste, o ledo,
E tudo o que na vida dá prazer
Às vezes nos assusta, mete medo,
Mas são lições que temos que aprender.
Amar é para nós percurso antigo
Que não está isento de perigo,
E aonde a cada passo se tropeça.
Mas nós sabemos que esta vida é assim:
Olhamos eu p’ra ti e tu p’ra mim
E, num sorriso, tudo recomeça!
José Sepúlveda
Paixão
Menina loira
Luz
Grande amor
Que ventania, amor, é forte o vento
Que sopra impiedoso sobre o mar,
Varrendo num instante o pensamento
De dias tão felizes a cantar.
Olhando para trás, num só momento
Vivido na esperança de te amar,
Ficou cá dentro um triste sentimento
De frustração e medo a torturar.
Agora, quando olho em teu olhar,
Procuro nos teus olhos encontrar
Os dias de bonança, o teu calor…
Vestido de esperança, hei-de ficar
Na ânsia de ainda um dia despertar
Teu coração para este imenso amor…
José Sepúlveda
AMY
Este poema lindo que te escrevo
Pela manhã, em suave alvorecer,
É para nós um íntimo segredo
Que a vida nos ensina a reviver.
Amar a noite, o dia, o triste, o ledo,
E tudo o que na vida dá prazer
Às vezes nos assusta, mete medo,
Mas são lições que temos que aprender.
Amar é para nós percurso antigo
Que não está isento de perigo,
E aonde a cada passo se tropeça.
Mas nós sabemos que esta vida é assim:
Olhamos eu p’ra ti e tu p’ra mim
E, num sorriso, tudo recomeça!
José Sepúlveda
Sonho Lindo
Esta noite sonhei contigo…
E no momento doce do teu beijo,
Penetrei numa fonte mágica
De desejo
E te senti…
E vimo-nos abraçados
Entre linhos e brocados,
Rodeados nessa hora
De pétalas vermelhas,
Centelhas de fogo
Plenas de cor
E de magia…
Tempo de bonança,
Tempos de alegria,
Réstias de esperança,
Gestos de amor…
E estendidos
Nesse leito de paixão
Eis-nos peito com peito,
Num só coração,
Nessa profusão de amor
Perfeito…
Sorvi teus beijos
E candura,
Desejos e ternura,
Ensejos e loucura,
Com pudor…
E, mergulhada
Nessas pétalas sem fim,
Olhaste para mim
Com terno amor…
Depois,
Num longo abraço,
No tempo e no espaço,
Sem cansaço,
Amei-te
Com deleite
Até ser dia…
E ali,
Entrelaçados,
Com gestos delicados,
Sorrimos um para o outro
Apaixonados
No nosso sonho lido…,
Eterno,
Infindo…
Os dois,
Sorrindo!...
José Sepúlveda
Paixão
Setembro, fim da tarde, mais um dia
Se esvaiu tão triste em meu lidar
Apenas mais um dia em que seguia
Num barco desvairado a navegar
Agora, a sempre grata companhia
Que no silêncio dum singelo olhar
Tentava transmitir o que sentia
Ao soletrar, sozinha, o verbo amar.
Surpresa! De repente, vi na estrada
Dourada cabeleira que brilhava
No ondular mais lindo que encontrei
Meu coração saltava de alegria!
Olhamos e sorrimos à porfia,
Depois, não sei porquê, me apaixonei!
José Sepúlveda
Monte dos Burgos, fim de mais um dia.
Regresso a casa ainda sem saber
Que nesse dia tinha que escolher
Entre Milucha e a doce Ana Maria
Difícil o dilema, quem diria!
Milucha eu conhecia; era mulher
Sensível, delicada, lindo ser.
Ana Maria? Enigma, fantasia!
Entre paredes, louco de euforia,
Meu coração gritava em extasia
Num misto de alegria e de pudor.
Por muito que apelasse a vã razão,
Era mais forte a voz do coração
E então me apaixonei por ti, amor!
José Sepúlveda
Menina loira
Essa menina loira que me chama
P'ra junto a si, Senhor, é verdadeira.
É pura, para mim é a primeira
Que conheci que sabe porque te ama
A sua mão estende sobre a lama
Onde nadamos. Vida traiçoeira
A que vivemos, sós, buscando fama
No mal que praticamos! Que Deus queira
Que seja esta a verdade. Se assim for,
Um dia vai ser ela o meu amor.
E a todos levaremos essa luz
Que essa menina loira me quis dar,
Em tempos de tristeza e de pesar,
Quando buscava, em trevas, seu Jesus.
José Sepúlveda
Luz
Eu que te amei, amor, desde o momento
Em que te vi, não sei, não posso crer
Que todo este vigor, este poder
Por Cristo me foi dado em sentimento
Vieste-me dar luz ao pensamento
Em trevas e fizeste-me entender
Mil vícios que tinha em meu viver.
Sofreste, amor, mas nem um só lamento
Soltaste! Como é lindo este meu fado,
Contigo a caminhar, sempre a meu lado,
Num corpo e alma, sós! Eis o esplendor
Do Deus todo-poderoso! Por ti, fiz-me
Seu filho dedicado. Anda lá, diz-me
Se posso mais viver sem teu amor!
José Sepúlveda
Grande amor
Anita, vejo em ti essa menina
De longa cabeleira que algum dia
Eu encontrei na estrada, peregrina
E com subtil olhar p’ra mim sorria.
Cruzamos nossas vidas. Nossa sina
Cresceu de braço dado e a harmonia
É para nós candeia que ilumina,
O nosso mundo pleno de alegria.
Não deixes que resquícios do passado
Se venham interpor ao nosso lado
E tragam até nós tristeza ou dor.
Eu sei que mesmo o vale mais profundo
Não há-de por em trevas este mundo
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